Salmo 37 (Genebra)
Melodia: Saltério de Genebra
Métrica: 11 10. 11 10. 11 10
Compositor: Louis Bourgeois, 1542
Harmonização: Claude Goudimel, 1564
Letra: Comissão Brasileira de Salmodia, 2011
Não te enfureças, pois, com malfeitores
Nem queiras te tornar como eles são
Qual erva verde murcharão em breve
E como a relva já definharão
Confia em Deus, pratica o bem na terra
E te alimenta do que é veraz

Do teu Senhor e Deus também te agrada
O teu desejo te concederá
O teu caminho ao Senhor entrega
Confia nele: o mais Ele fará
Fará sobressair tua justiça
E o teu direito tal sol a brilhar

Descansa, espera em Deus e não te irrites
Por causa do homem ímpio a prosperar
E que executa seus cruéis projetos
Despreza a ira, deixa o furor!
Não te enfades, isto acabará mal
Será banido todo malfeitor

Mas o que espera em Deus terá a terra
E em breve o ímpio não existirá
Procurarás por ele em seus lugares
E, sem sucesso, não o acharás
Porém os mansos herdarão a terra
E em paz tão grande irão se deleitar

Trama o ímpio contra o homem justo
E contra ele ringe os dentes seus
Rir-se-á dele o Senhor Jeová
Pois ele vê seu dia aproximar
Com arco e espada o ímpio ataca o pobre
Para abater quem anda em retidão

Porém, a espada que pertence ao ímpio
Traspassará seu próprio coração
E os seus arcos lhe serão quebrados
Despedaçados, todos ficarão
Vale bem mais o pouco de um só justo
Do que a fartura que os ímpios têm

Pois os seus braços estarão quebrados
Mas o Senhor o justo susterá
Conhece Deus os dias de homens retos
E sua herança se eternizará
Nos dias maus não são envergonhados
E vindo a fome, então se fartarão

Os ímpios, no entanto, serão mortos
E os inimigos do Senhor serão
Como a pastagem, ora tão viçosa
Mas que em fumaça logo acabará
Pede emprestado sempre, mas não paga
Contudo o justo compadece e dá

Por Deus, benditos herdarão a terra,
Mas os malditos exterminará
Ao homem bom Deus fortalece os passos
E em seu caminho Ele se compraz
Mesmo ao cair não ficará prostrado,
Pois o Senhor o firma pela mão

Eu já fui moço e agora estou velho
Desamparado o justo, nunca vi
Nem mesmo toda a sua descendência
Como mendigos, a pedir o pão
É sempre compassivo e empresta,
E sua prole bênção há de ser

Faze o bem e do mal te aparta
Será perpétua tua habitação
Pois o Senhor Deus ama a justiça
O povo Seu não desamparará
E para sempre será preservado
Mas, do ímpio a prole exterminará

Os homens justos herdarão a terra
E para sempre nela habitarão
De sua boca sai sabedoria
Fala o que é justo a língua dos fiéis
A Lei de Deus no coração abriga
E os seus passos não vacilarão

O ímpio espreita o justo pra matá-lo
Mas em suas mãos Deus nunca o deixará
Nem o condena quando for julgado
Em Deus espera e segue o teu andar
Te exaltará e herdarás a terra
Presenciarás os ímpios a cair

Vi um perverso, ímpio prepotente,
Em expansão qual cedro a florescer
Passei mas eis que desaparecera
Fui procurá-lo mas não pude achar
Olha o justo, atenta no que é reto:
Homem de Paz, posteridade tem